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28 outubro, 2016

Quais foram as Maiores Batalhas entre encouraçados da História? Parte 1

Qual foram as Maiores Batalha entre encouraçados da História?
IJN Fuso ao fundo e IJN Yamashiro acompanhados de alguns destroyers na Batalha do Estreito de Surigao em 1944.
Quando se pensa em Batalhas navais logo vem a mente grandes navios atirando uns aos outros, Projéteis caindo na água projetando colunas imensas maiores que os mesmos, fogo intenso de uma batalha épica, aviões desviando das explosões dos projéteis antiaéreos tentando acertar seus inimigos com bombas ou torpedos.

De um certo ponto de vista está longe de ser exatamente assim, após a primeira guerra mundial o combate naval vem mudando progressivamente se adaptando aos rápidos avanços tecnológicos, desde o advento dos navios couraçados com Ferro e Aço no Século 19, a marinha vem se modificando e sendo melhorada ao longo dos anos, no período conhecido como Pax Britannica um período no qual o Império Britânico se expandia não só territorialmente mas também o aproveitaria para melhorar significativamente sua marinha incrementando novas tecnologias a mesma. Dos Ironclads aos Cruzadores Protegidos e Blindados a Royal Navy estava sempre se expandindo até se tornar definitivamente a Soberana dos Mares inspirando a diversos países a expandir sua marinha o que desencadeou diversas corridas navais ao redor do mundo até a metade do Século 20, porém até antes da Primeira guerra mundial batalhas navais entre Grandes Navios eram muito raras, tendo apenas alguns destaques como a Guerra Sino-Japonesa, a Revolta Armada no Brasil, a Batalha de Pacocha na qual fora utilizada pela primeira vez o Torpedo e também a Guerra Russo-Japonesa.
Batalha de Pacocha 1877.(Wikipédia)
Batalha de Tsushima 1905.(Naval-Art)
Assim como a Guerra Civil Norte-Americana serviu para demostrar ao mundo como seria uma guerra com algumas inovações tecnológicas a Guerra Russo-japonesa envolveu diversas batalhas navais entre as Naves principais de cada Nação com Destaque para a Batalha de Port Arthur e de Tsushima(Artigo Sobre) o que influenciou diversas marinhas ao redor do mundo tanto em estrategias quanto em engenharia naval.

Após essas batalhas quais foram as Grandes batalhas entre Encouraçados?

HMS Queen Mary Explode após ser acertado pelo SMS Derrflinger na Batalha da Jutlândia 1916.
Durante a Primeira guerra mundial todo esse conhecimento e tecnologia adquirido durante quase um século foi posto a Prova juntamente com os Revolucionários Cruzadores de Batalha e Dreadnoughts, praticamente as únicas marinhas a se enfrentarem diretamente em grande escala com seus Navios Principais foram a Royal Navy e a Kaiserliche Marine. Durante a Guerra as maiores e últimas batalhas que os encouraçados participariam seriam apenas a batalha de Dogger Bank e a Grande Batalha da Jutlândia a Maior batalha naval de todos os Tempos.
Cruzador de Batalha HMS Lion na Batalha de Dogger Bank 1915.

   O video Abaixo é uma  compilação de filmes gravados abordo de alguns navios da Kaiserliche Marine feitos há 100 anos atrás:



Seguindo Para a Segunda guerra Mundial na qual as batalhas navais atingiram seu apogeu e destaques por serem as últimas e também pelos combates entre os maiores e mais poderosos navios que já navegaram nos oceanos. Logo no começo da guerra com a Queda da França em 1940 os Alemães queriam se apoderar dos navios da marinha francesa que na época era a segunda maior da Europa, para conseguir vantagem no atlântico sobre a Marinha Britânica o que fez a lançar 2 grandes operações para danificar o máximo a marinha Francesa com uma força de combate formada principalmente pelo Porta aviões HMS Ark Royal, pelos Couraçados HMS Resolution da classe R(Revenge), e da classe Queen Elizabeth o HMS Braham e o HMS Valiant. Já pelo lado Francês o MN Richelieu, MN Dunkerque e Strassburg da mesma classe, MN Provence e MN Bretagne
Frota Britânica no mediterrâneo em 1939. Os mesmos navios na imagem participaram de diversas operações contra a marinha francesa no ano seguinte, destaque para o HMS Hood(o segundo navio de baixo para cima) que era o porta-bandeiras da marinha Britânica na época.
Ainda na campanha do mediterrâneo a Royal Navy enfrentaria a Marinha soberana da Região a Regia Marina da Italia, onde Novamente os Gigantes Encouraçados se enfrentariam. 
A Itália que na época dominava o mediterrâneo era muito cautelosa quanto a sua preciosa marinha adotavam uma doutrina chamada de Fleet in Being, que é nada mais nada menos que manter sua frota no porto mais mantendo sua "superioridade naval" em toda uma região, em outra palavras, usar seus navios no porto como uma forma de manter o inimigo afastado do local, essa doutrina foi utilizada também pelos Russos durante a Guerra Russo-Japonesa quando os russos mantiveram 3 frotas em Vladivostok enquanto os japoneses só tinham 1 o que faria os japoneses ficarem com um pé atrás antes de enfrentar-los, porém durante a segunda guerra mundial as coisas mudaram um pouco, manter uma frota inteira em um único porto apenas seria um alvo fácil para ataques de aviões que terminou com diversos navios da Marinha Italiana danificados e afundados na Batalha de Taranto o que também influenciou no Ataque japonês de Pearl Harbor que foi baseado neste mesmo ataque enquanto a Frota americana estava em Fleet in Being e despreparada para esse tipo de ataque.
Representação Artistica de um Fairey Swodfish torpedeando um navio Italiano durante a Batalha de Taranto em 1940.(ww2today)


Após esse golpe fatal na Marinha Italiana e simultaneamente o inicio da campanha do norte da Africa, a Regia Marina começou a se movimentar novamente e poucos dias depois uma parte que pode ser rapidamente rapidamente reparada e preparada zarpou a fim de interceptar uma frota britânica a fim de irromper o movimento dos porta aviões em Malta na chamada Batalha do Cabo Spartivento.

Vittorio Veneto e Litorio na Batalha de Spartivento 1940, durante essa ação apenas esses dois Encouraçados Poderiam afundar a metade dos navios Britânicos se não houvesse um porta aviões durante esse confronto.

Apesar de que as Batalhas no Mediterrâneo tinham maior participação de forças aéreas de Ambos os lados, e os Grande Navios tinham papel menor nessa campanha, os combates navais já começavam a ter uma forte participação de submarinos no Mediterrâneo o que fez tanto a Regia marina e a Royal Navy serem muito mais cautelosas com suas Naves principais. Após Spartivento a próxima batalha que envolveria os encouraçados seria a famosa e trágica Batalha do Estreito da Dinamarca.


Representação Artística do Afundamento do HMS Hood Durante a Batalha do Estreito da Dinamarca em 1941 após seu Paiol de munição explodir de forma semelhante ao Cruzador de Batalha HMS Queen Mary na Batalha da Jutlândia o que acabou de vez com o Orgulho Britânico por seus Cruzadores de Batalha.

Continua...
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27 setembro, 2016

Encouraçado Riachuelo, Mais Poderoso da América do Sul Novamente?

  • Caros amigos, hoje iremos falar sobre um projeto de compra de um encouraçado para a marinha brasileira no início do século XX. Uma postagem curta, mas com intuito de mostrar a vocês o potencial da marinha brasileira na época.
     Depois de vender o Rio de Janeiro (Será retratado em breve), o governo brasileiro pediu para os estaleiros de Armstrong e Vickers prepararem projetos para um novo navio de guerra, algo fortemente apoiado pela Marinha do Brasil. O estaleiro de Armstrong concordou em construir o navio sem qualquer pagamento adicional a partir do Brasil. Eles responderam com pelo menos quatorze projetos, seis dos Vickers (dezembro 1913 a março de 1914) e oito dos Armstrong (Fevereiro de 1914). Projetos Vickers variavam entre oito e dez canhões de 15 polegadas ou oito canhões de 16 polegadas, com velocidades entre 22 à 25 nós e, os deslocamentos entre 26.000 à 30.500 toneladas. Armstrong levou dois modelos básicos, um com oito e outro com dez canhões de 15 polegadas, e variando na velocidade e queima.

     Enquanto a maioria das fontes secundárias não mencionavam que o Brasil pedira um navio de guerra, com a entrada do navio na enciclopédia "Conway Warship", mesmo observando que "o Brasil não tinha nada selecionado, a partir das quatro variações de design",o governo brasileiro escolheu o que foi rotulado como projeto 781, o primeiro dos oito modelos de 15 polegadas ofertados por Armstrong, que também, compartilhava características com a Queen Elizabeth e a classe Revenge sendo em seguida construído para o Reino Unido. Eles fizeram uma encomenda de um navio deste projeto, a ser nomeado Riachuelo, no estaleiro Armstrong Whitworth em Elswick, em 12 de Maio de 1914. Com o início da Primeira Guerra Mundial em agosto de 1914 os planos se atrasaram, então, Riachuelo foi oficialmente suspenso em 14 de janeiro 1915, posteriormente, em 13 de maio de 1915 foi oficialmente cancelado.

HMS Queen Elizabeth
Provável projeto do "Riachuelo"

HMS Revenge
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